092 - Se Madoff fosse brasileiro


Bernard Madoff, responsável por uma fraude bilionária, foi condenado em New York a 150 anos de prisão. Se fosse no Brasil, além de não ir para a cadeia, os policiais que o investigassem seriam ameaçados de expulsão da polícia, a imprensa iria levantar dúvidas sobre as acusações e ele receberia medalhas e festas em sua homenagem.

No Brasil, crimes como homicídio, exceto naqueles casos em que há ampla cobertura pela imprensa, não costumam receber qualquer punição. Bandidos sabem que tráfico de drogas, roubo e sequestro podem levá-los algum tempo para a cadeia, mas homicídio dá menos complicações do que multa de trânsito.
Uma verificação superficial da ficha de condenados prova que os homicidas presos o estão por outros crimes. 
O Brasil tem a melhor política de visitas íntimas do mundo e que alguns juízes de execução penal liberam todo e qualquer preso com o cumprimento de um sexto da pena, mesmo no caso de tráfico de drogas ou hediondos, sob o pretexto de saída para o trabalho externo, que vai das seis da manhã até as oito da noite, o que na prática equivale a um regime semi-aberto disfarçado.

Vivemos numa ilha de impunidade e carestia. Em nenhum lugar do mundo encontram-se leis tão maleáveis e nem mercadorias tão caras. Seja no Paraguai, Argentina, Uruguai, Estados Unidos ou Europa, tudo é mais barato do que no Brasil e todas as leis são mais rigorosas.
Por fim, nada aqui dá cadeia de verdade. Qualquer crime vale a pena nessa país de gente ignorante, de imprensa bandida e de corrupção interminável. As penas são cumpridas de forma parcial e cadeia ainda é coisa de pobre ou rico que teve problemas com a imprensa.
Em filmes e seriados americanos, há décadas, fala-se em fugir para o Brasil após a prática de um crime.  Mal sabem eles que o melhor seria praticar o crime aqui, pois poderiam entrar e sair à vontade sem jamais se preocuparem com a lei.

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